Créditos pela ajuda: Pedro Henrocha, ex-companheiro do Fluido Russo
sábado, 23 de julho de 2011
Maior? Idade.
Créditos pela ajuda: Pedro Henrocha, ex-companheiro do Fluido Russo
quinta-feira, 14 de julho de 2011
HP - O Fim de Uma Era
“Evite tocar no assunto comigo, chega de lágrimas.”
O sol raiou fraco, quase que cansado de tanto irradiar sua luz sobre as frias manhãs de um inverno que teimava em não se dobrar ao seu calor, e que por mais claro que estivesse o dia fazia congelar até os ossos do louco que ousasse colocar os pés para fora de casa. Apenas um homem, o simpático senhor Jaiminho (isso mesmo, aquele da cidade mexicana Santiago Tangamandápio), tinha a valentia de se cobrir de dezenas de suéteres, luvas e cachecóis para levar as correspondências aos cidadãos. Ele vinha de bicicleta - para evitar a fadiga de caminhar - e parava com um ruidoso estrépito frente à casa dos agraciados com alguma correspondência. Cantarolando e tremendo, ele passava por debaixo das portas ou colocava dentro de simpáticas caixinhas de metal os envelopes da Cemig, da Copasa, do Bradesco, da Telemar e por algumas raras vezes algum envelope pardo endereçado à mão, ou até mesmo um cartão postal. Mas hoje ele vinha trazer uma mensagem um tanto quanto mais especial.
Jaiminho trabalhava no correio há muitos anos, muitos mesmo, 214 para ser mais exato. Grande amigo que fora de Flamel mantinha consigo estoque de poção filosofal para viver mais uns 1.000 anos com folga... Começou a trabalhar no correio trouxa já idoso quando fora demitido da Dedos de Mel pelo senhor Ambrosios Flume por comer mais que vender. Pobre Jaiminho, ele realmente gostara daquele lugar, ele adorava ver o sorriso e a cara de satisfação no rostinho das crianças bruxas ao provar das varinhas de alcaçuz ou experimentar uma delícia gasosa. Claro que ele também se divertia comendo essas iguarias, mas isso não vem ao caso.
Ao contrário do que ocorria em seu emprego na Dedos de Mel, no correio trouxa o pobre Jaiminho não se divertia nem um pouco, selando e entregando cartas, de um modo um tanto quanto rudimentar... Mas um dia, Jaiminho recebeu uma carta especial, uma carta que o deixara curioso e que fora fonte de inspiração para sua futura empreitada paralela ao seu serviço. Fora com essa carta especial que ele descobrira outra forma de trazer o sorriso ao rostinho das crianças, não bruxas, mas trouxas. Era julho de 1971, quando uma carta endereçada com letrinhas visivelmente infantis foi parar em sua mão, a carta tinha como destinatário Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore no Castelo de Hogwarts. Mas veja só! Uma trouxa se dirigindo ao professor Dumbledore! (diga-se de passagem, outro amigo de Nicolau Flamel) O remetente, o senhor Jaiminho percebeu, era uma menina: Petúnia Evans. Jaiminho não se controlou e violou a correspondência, leu toda a carta e se compadeceu com o desesperado pedido da irmã de Lily, que aparentemente ao contrário desta não tinha uma gota de magia correndo em sua veia. Garantiu que a carta chegasse às mãos do professor e deixou que ele se encarregasse de explicar como era inviável educá-la naquele colégio.
Os anos se passaram, e Jaiminho se sentia tão importante ao trazer a magia para aquela garota (mal sabia ele que, na verdade, tinha construído péssimas férias de verão para o coitado Potter na casa dos Dursley) que decidiu se encarregar de responder todas as cartas enviadas ao Papai Noel, ao Coelhinho da Páscoa e demais entidades mágicas de todo o mundo. Imaginava ele, estar contribuindo assim para a alegria de centenas de milhares de crianças, e estava certo. Entretanto, a partir de 1997 (coincidentemente o mesmo ano em que certa JK Rowling lançou certo livrete) uma coisa estranha aconteceu. O feitiço de detecção de correspondências mágicas que Jaiminho lançou sobre todo o correio trouxa não parava de apitar, e a cada segundo uma nova correspondência dirigida à Dumbledore aparecia em seus arquivos. Ora! Aquilo não era como se passar por Papai Noel! Jaiminho Jamais se atreveria a escrever em nome de Dumbledore, tampouco o incomodaria com o desejo de criancinhas trouxas – por mais que o professor se afeiçoasse a elas – tendo em vista os terríveis acontecimentos recentes no mundo bruxo e a posição que Dumbledore ocupava impedindo o retorno daquele de quem não devemos dizer o nome. Só havia uma solução... Estocar as cartas e aguardar o momento adequado para respondê-las. E bem, era o que ele estava fazendo naquele momento. Na verdade o que um de seus diversos sósias (porque sim, Jaiminho conhecia magia que nem mesmo aquele que não deve ser nomeado jamais conheceu, e podia se dividir em milhares, e não só sete) estava fazendo no frio inverno de julho, mais especificamente no Brasil.
Durante os anos que se seguiram ao aparecimento das primeiras cartas endereçadas à Hogwarts as coisas só pioraram. Crianças de todo o mundo começaram a escrever, e era impressionante o conhecimento que tinham sobre o que estava acontecendo no mundo bruxo. Jaiminho desconfiava silenciosamente que de alguma forma os trouxas tinham um canal de informação e acesso direto ao mundo mágico. As cartas iam se acumulando, se acumulando e Jaiminho tinha a difícil tarefa de devolver a todos aqueles milhões de não só crianças, mas agora também jovens, adultos e até idosos uma resposta digna, já que o pobre Dumbledore tinha falecido.
Bem, ele escolheu uma data que significava muito para ele: dia 15 de julho, o seu aniversário (há, te peguei!) para enviar seus milhares de sósias pelo mundo trouxa entregando uma mesma mensagem, que apesar de ter sido redigida em poucas palavras e se dirigir a milhões de pessoas teria a capacidade de tocar bem fundo, no coração e na alma de cada um que algum dia sonhou em ter um chapéu seletor exclamando o nome de um dos fundadores de Hogwarts sobre sua cabeça:
“Infelizmente Hogwarts não poderá te admitir como aluno. Mas não fique amuado, caro coleguinha. O que pode parecer um fim definitivo nada mais é que o prolongar de uma certeza: A magia continua viva e acesa no coração daqueles que algum dia desejaram que fosse tudo verdade.”
A saga pode até acabar, mas a magia ainda vive em mim... E em vocês?
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O Consumismo Consome-te
“Uma mentira é repetida até virar verdade…”
Olá leitores! Não me esqueci de vocês, #seuslindos. Vim aqui nessa madruga postar um trabalhinho de faculdade meu. É divertido, espero que gostem. (Não vou transformar o blog em um portfólio, prometo!)
Trabalho de Fundamentos de Análise Sociológica
Até que ponto as mentiras repetidas pela mídia podem moldar o pensamento e a cultura de uma sociedade?
Onde termina a descrição de bens essenciais e onde começa o supérfluo?
Você tem total controle sobre os bens que consome? Você define para o mercado quais são suas necessidades ou o mercado te diz o que fazer?
Abra a cabeça: O consumismo consome-te!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Continuidades e Rupturas na História da Mídia
Mas isso não era desculpa, ela tentou se atualizar! Mudou o formato das curvas, emagreceu, ficou mais leve, mais agradável ao olhar! Até sua voz ficou mais doce!
WTF?
De acordo com o tabloide “Mirror”, a atriz brigou com o vampiro Pattinson após ele tê-la deixado sozinha no palco e protagonizado um beijo no lobisomem Lautner, que estava no auditório. O ator e a atriz haviam ganhado o prêmio de “Melhor Beijo”.
Como todos já sabem
Vampiro que não quer sexo, beija outrO, tsc tsc.. Ele poderia ser 'homem', assim como o Ricky Martin e assumir que é gay, não? HAHAHA
/parei
Nada como beijo gay, não sou nem nunca fui homofóbica, mas, que eles deram chance pra zuação, aaaah, eles deram.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Depilação.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.
– Quer bem cavada?
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
– Tudo bem, Pê?
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil c*s por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Só de Sacanagem
“Inspiração alheia que pediu passagem e espaço.”
Hoje eu vim aqui para postar um texto que não é meu. (Ohhhh! =O) Pois é, finalmente algo que vale a pena ser lido (Falsa modéstia mode ON). Estava eu ouvindo minha linda, suave, delicada e com voz de macho cantora favorita, quando prestei atenção em alguma coisa, que eu pensei já ter lido em algum lugar, que não era encarte do CD, nem o banner de um sonho lúcido. Pois bem, eu já tinha lido mesmo. Um texto de Elisa Lucinda que virou música na voz da musa Ana Carolina (música falada, mas bem, não deixa de ser música). Foi tão nostálgico e arrepiante prestar atenção na mensagem e na sonoridade gostosa e marcante da leitura da Aninha (pros íntimos) que fiquei com um desejo enorme de passar isso pra alguém, mas me encontrava naquele momento sozinho em casa, em Itaúna (isoladásso). Então pensei comigo: “_Preciso compartilhar isso! Onde fica o botão de compartilhar do facebook na vida real? Onde? ONDE?!?”
Daí, passado o surto nerd me lembrei que eu tinha um blog.
Deliciem-se com a leitura! ;)
Só de Sacanagem
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás! "
" - Devolva o lápis do coleguinha! "
" - Esse apontador não é seu, minha filha! "
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
" - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba. "
E eu vou dizer:
"- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. "
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal".
E eu direi:
" - Não admito! Minha esperança é imortal! "
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
E ouçam Aninha ler pra vocês. ;)





