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sábado, 23 de julho de 2011

Maior? Idade.

Sim, é um assunto polêmico. (não os MAMILOS!)
800px-Independencia_brasil_001Mês passado, os dois autores desse portal de bobagens saiu da infantilidade, puberdade, aborrescência e subiu de nível na pirâmide etária. Sim, eles agora são jovens, adultos, maduros TRUCO!... é, agora nós temos sim, 18 anos.
Bom, sinceramente, não se iludam. Acabou-se o que era doce! Não existe mais cute-cute, nem bolinho, nem mesmo um ‘parabéns’ cantado. Não existe mais sua caminha arrumada pra você, seus bonequinhos são queimados, carrinhos agora são maiores, você agora já é adulto, colega, se liga! Você agora tem responsabilidades, tem deveres, obrigações. Mamãe diz que você agora é maior, velho, coroa e diz pra você se virar, que pode isso, pode aquilo…  Breve, breve você terá mais e mais e mais contas a pagar. Seu salário irá pra todos os cantos, e uma pequeníssima parte vai para você. Tá bom, você pode entrar em boate, comprar cigarro na padaria da Vovó Careta, comprar todas aquelas garrafas que você sempre babou, cheirou, sonhou e não podia comprar (YES, WE CAN!), imagesvocê está autorizado a ver filmes com censura 18 anos por violência ou imagens fortes (não pensem bobagem! :P), pode ter CNH e pegar a gatinhas piriguetada porque está motorizado, pode ter um cartão de crédito poderoso, pode, pode, pode…. só não pode matar mais, o que é uma pena.
O ‘Maioral’ tem que lembrar agora que tem que sair da vida de crimes. Não pode mais sair assaltando bancos, tocando o terror nacional. E, rapazes, CUIDADO COM A PEDOFILIA HEIN!
Agora, tem que se alistar. AAAAAH, se alistar. Graças a Deus eu sou uma Lady
Dizem que a partir de agora, você não vai mais ver o tempo passar. Vai fazer 20, 30, 40… Sem nem mesmo ver. E, é claro, nas mesmas condições acima, meu bem, sem bolinhos, parabéns… Velinhas? Só aquelas que vendem com um ponto de interrogação! Vida bandida.
Agora, a esperança é a última que morre, claro. Você agora pode esperar ansiosametne a terceira idade… Todos temos metas na vida, não é lindo?
Poderá passear com seus cachorros melequentos ou seus netos catarrentos (tudo a mesma coisa, todos já passeamos com a vovó) numa pracinha se ainda existirem pracinhas, vai ter vantagem e poder furar com um sorriso de dentadura as filas gigantes pra pagar uma miserável conta, fazer desocuparem aquele banquinho mais alto e cobiçado nos ônibus, frequentar os bailes, arraiás, bingos, bancados pela aposentadoria e levantar as perninhas pra cima… Enfim, só fazer o que tiver vontade! Não é emocionante? Não.
respeite-os-idosos-3





















Créditos pela ajuda: Pedro Henrocha, ex-companheiro do Fluido Russo
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

HP - O Fim de Uma Era

“Evite tocar no assunto comigo, chega de lágrimas.”

Hogwarts Express    O sol raiou fraco, quase que cansado de tanto irradiar sua luz sobre as frias manhãs de um inverno que teimava em não se dobrar ao seu calor, e que por mais claro que estivesse o dia fazia congelar até os ossos do louco que ousasse colocar os pés para fora de casa. Apenas um homem, o simpático senhor Jaiminho (isso mesmo, aquele da cidade mexicana Santiago Tangamandápio), tinha a valentia de se cobrir de dezenas de suéteres, luvas e cachecóis para levar as correspondências aos cidadãos. Ele vinha de bicicleta - para evitar a fadiga de caminhar - e parava com um ruidoso estrépito frente à casa dos agraciados com alguma correspondência. Cantarolando e tremendo, ele passava por debaixo das portas ou colocava dentro de simpáticas caixinhas de metal os envelopes da Cemig, da Copasa, do Bradesco, da Telemar e por algumas raras vezes algum envelope pardo endereçado à mão, ou até mesmo um cartão postal. Mas hoje ele vinha trazer uma mensagem um tanto quanto mais especial.
    Jaiminho trabalhava no correio há muitos anos, muitos mesmo, 214 para ser mais exato. Grande amigo que fora de Flamel mantinha consigo estoque de poção filosofal para viver mais uns 1.000 anos com folga... Começou a trabalhar no correio trouxa já idoso quando fora demitido da Dedos de Mel pelo senhor Ambrosios Flume por comer mais que vender. Pobre Jaiminho, ele realmente gostara daquele lugar, ele adorava ver o sorriso e a cara de satisfação no rostinho das crianças bruxas ao provar das varinhas de alcaçuz ou experimentar uma delícia gasosa. Claro que ele também se divertia comendo essas iguarias, mas isso não vem ao caso.
    Ao contrário do que ocorria em seu emprego na Dedos de Mel, no correio trouxa o pobre Jaiminho não se divertia nem um pouco, selando e entregando cartas, de um modo um tanto quanto rudimentar... Mas um dia, Jaiminho recebeu uma carta especial, uma carta que o deixara curioso e que fora fonte de inspiração para sua futura empreitada paralela ao seu serviço. Fora com essa carta especial que ele descobrira outra forma de trazer o sorriso ao rostinho das crianças, não bruxas, mas trouxas. Era julho de 1971, quando uma carta endereçada com letrinhas visivelmente infantis foi parar em sua mão, a carta tinha como destinatário Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore no Castelo de Hogwarts. Mas veja só! Uma trouxa se dirigindo ao professor Dumbledore! (diga-se de passagem, outro amigo de Nicolau Flamel) O remetente, o senhor Jaiminho percebeu, era uma menina: Petúnia Evans. Jaiminho não se controlou e violou a correspondência, leu toda a carta e se compadeceu com o desesperado pedido da irmã de Lily, que aparentemente ao contrário desta não tinha uma gota de magia correndo em sua veia. Garantiu que a carta chegasse às mãos do professor e deixou que ele se encarregasse de explicar como era inviável educá-la naquele colégio.
    Os anos se passaram, e Jaiminho se sentia tão importante ao trazer a magia para aquela garota (mal sabia ele que, na verdade, tinha construído péssimas férias de verão para o coitado Potter na casa dos Dursley) que decidiu se encarregar de responder todas as cartas enviadas ao Papai Noel, ao Coelhinho da Páscoa e demais entidades mágicas de todo o mundo. Imaginava ele, estar contribuindo assim para a alegria de centenas de milhares de crianças, e estava certo. Entretanto, a partir de 1997 (coincidentemente o mesmo ano em que certa JK Rowling lançou certo livrete) uma coisa estranha aconteceu. O feitiço de detecção de correspondências mágicas que Jaiminho lançou sobre todo o correio trouxa não parava de apitar, e a cada segundo uma nova correspondência dirigida à Dumbledore aparecia em seus arquivos. Ora! Aquilo não era como se passar por Papai Noel! Jaiminho Jamais se atreveria a escrever em nome de Dumbledore, tampouco o incomodaria com o desejo de criancinhas trouxas – por mais que o professor se afeiçoasse a elas – tendo em vista os terríveis acontecimentos recentes no mundo bruxo e a posição que Dumbledore ocupava impedindo o retorno daquele de quem não devemos dizer o nome. Só havia uma solução... Estocar as cartas e aguardar o momento adequado para respondê-las. E bem, era o que ele estava fazendo naquele momento. Na verdade o que um de seus diversos sósias (porque sim, Jaiminho conhecia magia que nem mesmo aquele que não deve ser nomeado jamais conheceu, e podia se dividir em milhares, e não só sete) estava fazendo no frio inverno de julho, mais especificamente no Brasil.
    Durante os anos que se seguiram ao aparecimento das primeiras cartas endereçadas à Hogwarts as coisas só pioraram. Crianças de todo o mundo começaram a escrever, e era impressionante o conhecimento que tinham sobre o que estava acontecendo no mundo bruxo. Jaiminho desconfiava silenciosamente que de alguma forma os trouxas tinham um canal de informação e acesso direto ao mundo mágico. As cartas iam se acumulando, se acumulando e Jaiminho tinha a difícil tarefa de devolver a todos aqueles milhões de não só crianças, mas agora também jovens, adultos e até idosos uma resposta digna, já que o pobre Dumbledore tinha falecido.
    Bem, ele escolheu uma data que significava muito para ele: dia 15 de julho, o seu aniversário (há, te peguei!) para enviar seus milhares de sósias pelo mundo trouxa entregando uma mesma mensagem, que apesar de ter sido redigida em poucas palavras e se dirigir a milhões de pessoas teria a capacidade de tocar bem fundo, no coração e na alma de cada um que algum dia sonhou em ter um chapéu seletor exclamando o nome de um dos fundadores de Hogwarts sobre sua cabeça:

“Infelizmente Hogwarts não poderá te admitir como aluno. Mas não fique amuado, caro coleguinha. O que pode parecer um fim definitivo nada mais é que o prolongar de uma certeza: A magia continua viva e acesa no coração daqueles que algum dia desejaram que fosse tudo verdade.”

A saga pode até acabar, mas a magia ainda vive em mim... E em vocês?

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Consumismo Consome-te

“Uma mentira é repetida até virar verdade…”

Olá leitores! Não me esqueci de vocês, #seuslindos. Vim aqui nessa madruga postar um trabalhinho de faculdade meu. É divertido, espero que gostem. (Não vou transformar o blog em um portfólio, prometo!)

 

Trabalho de Fundamentos de Análise Sociológica
Até que ponto as mentiras repetidas pela mídia podem moldar o pensamento e a cultura de uma sociedade?
Onde termina a descrição de bens essenciais e onde começa o supérfluo?
Você tem total controle sobre os bens que consome? Você define para o mercado quais são suas necessidades ou o mercado te diz o que fazer?
Abra a cabeça: O consumismo consome-te!

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Continuidades e Rupturas na História da Mídia

"Ela está sendo deixada, por outro."

Ela estava cansada. Olhou para os lados e mais uma vez sentiu-se sozinha. Completamente abandonada pelo seu homem, e o pior: abandonada por outro, O Outro. Tudo bem, ela não tinha mais todo aquele poder de sedução, não conseguia encantar mais como encantava antes, aquela química que rolava no início do relacionamento se perdeu... E bem, estava ficando meio velha também. 
Mas isso não era desculpa, ela tentou se atualizar! Mudou o formato das curvas, emagreceu, ficou mais leve, mais agradável ao olhar! Até sua voz ficou mais doce!
Mas ela não podia concorrer com ele. Ele era versátil, potente, anatomicamente perfeito e completamente adaptável.
Seu homem finalmente havia se rendido a irresistível tentação daquele manipulador inconseqüente! Como ela o odiava! Por culpa dele ela agora passava as noites sozinha, num quarto escuro, frio, sem carinho nem aconchego... Enquanto seu homem se divertia durante toda a madrugada com O Outro!
Aquela relação estava ficando doentia e profana, em outra época, as coisas eram normais e seu antigo homem lhe dava a devida atenção, ele a ouvia e com ela ocupava seu tempo, os dois passavam a noite juntos, adormeciam juntos e o quarto jamais parecia solitário. Mas agora que seu homem tinha O Outro ele empenhava todo seu tempo em admirá-lo com os olhos vidrados, e ainda tinha a audácia de acariciá-lo com leves toques em qualquer parte da casa! Ele jamais havia feito isso com ela! Somente uma comunicação a distancia, com comandos simples e diretos: Fale mais alto! Fale mais baixo! Mude de assunto! Cale a boca! Os dois não se desgrudavam! Um relacionamento assim não pode ser normal! Iam juntos para o trabalho, para o shopping, visitar a família, na cozinha, na cama e até mesmo ali: no santo reduto do amor de seu ex-parceiro: No sofá da sala! Que audácia! Que audácia!
Em suas últimas e fracas tentativas de recuperar seu homem de volta e tirá-lo das garras daquele Outro inescrupuloso ela tentou mudar seu estilo, repaginar a programação. Tudo em vão, inclusive as ridículas imitações baratas do que mais prendia a atenção de seu homem nO Outro. Falar do mesmo assunto, discutir os mesmo temas, se integrar, tentar mudar em nome do amor, nada disso adiantou. 
Por fim ela cedeu, rendeu-se por completo e acabou aceitando aquela constrangedora situação, havia sido abandona por seu homem, por outro, O Outro. Toda a consolação que lhe restava era a de em alguns dias um pouco mais tediosos que o normal, em que nem mesmo O Outro podia alegrar seu amado, ter a honra de fazê-lo dormir sob uma velha canção de ninar que um dia já fora tão interessante, quanto agora era entediante.

E foi assim que o homem largou a TV, para ficar com o PC.
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WTF?

Ficou com ciumiiinho, Bella, ficou?
"A mocinha da saga “Crepúsculo”, Kristen Stewart, não gostou de ver os galãs do filme – Robert Pattinson e Taylor Lautner – se beijando no MTV Movie Awards, no domingo, 5.
De acordo com o tabloide “Mirror”, a atriz brigou com o vampiro Pattinson após ele tê-la deixado sozinha no palco e protagonizado um beijo no lobisomem Lautner, que estava no auditório. O ator e a atriz haviam ganhado o prêmio de “Melhor Beijo”.
“Você me fez ficar que nem uma idiota. Mas nem se incomode em explicar”, teria dito Kristen nos bastidores.
O jornal informou que eles chegaram a discutir por três minutos, mas logo fizeram as pazes, como se nada tivesse acontecido."
Fonte: Yahoo OMG

 
Como todos já sabem ou fiquem sabendo agora, eu não sou fã de crepúsculo e nem dos atores sem sal que fazem o filme. Antes, eu estava implicando com Taylor Lautner, no post me amarrota que eu to passada!, agora... Putz :)
Vampiro que não quer sexo, beija outrO, tsc tsc.. Ele poderia ser 'homem', assim como o Ricky Martin e assumir que é gay, não? HAHAHA
 
/parei
Nada como beijo gay, não sou nem nunca fui homofóbica, mas, que eles deram chance pra zuação, aaaah, eles deram.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Depilação.

Aiai, perdão. Estou sem tempo, sem dinheiro, sem inspiração, sem nada. Mas estava com saudades, pessoas! Infelizmente esse tempo atrás tem nos tirado do sério, da vida, da alegria da internet. Mas não vamos deixar isso nos dominar!! Eu e sr. Marcos conversamos e chegamos em um acordo que vai manter o azulimão atualizado e lindo como sempre foi! :) Malz a ausência, força maior.
Bem, hoje, eu estou promovendo linguagem de orkut... um texto muito interessante e muito³ verídico sobre um mal que as mulheres precisam ter as caras de enfrentar. A depilação de virilha :O
Marmanjos de plantão, como eu já falei há algum muito tempo, no post ;@ (dá um look!), vocês são uns frescos. É! Cortar o rosto com gilete na hora de se barbear é motivo de reclamação por no mínimo uma semana! Quero ver arrancar tudo com uma cera quente. Morreria? Acho que sim. Vocês não sofrem com TPM e pagam de loucos, não tem que estar impecável pra sair, não tem que passar a humilhação de gente pondo a mão em você, não tem que fazer as unhas, não nem..., não tem..., não tem ! Não tem que depilar esse monte de pêlo excessivo que a maioria das mulheres odeia. Dependendo dos casos, abraçar um urso é mais negócio. Exagerei, ok.
Hoje existem uns meio vaidosos, bonitinhos, que gostam de se 'cuidar' com seus cremes, depilações... Mas esses são raaaaaaaaras exceções. Em se tratando de homens com H maiúsculo, é claro.
Vamo parar de falar, e perceber como ser mulher é foda. RAXEI²
"Tenta sim. Vai ficar lindo.
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecoló gica-estética.
– Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
– Vai depilar o quê?
– Virilha.
– Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
– Cavada mesmo.
– Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
– Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.
De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão.
Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
– Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

– Quer bem cavada?
– .é… é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
– Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
– Ah, sim, claro.


Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
– Pode abrir as pernas.
– Assim?
– Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
– Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.


– Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
– Quer que tire dos lábios?
– Não, eu quero só virilha, bigode não.
– Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
– Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
– Olha, tá ficando linda essa depilação.
– Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta” . Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
– Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
– Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
– Vamos ficar de lado agora?
– Hein?
– Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
– Segura sua bunda aqui?
– Hein?
– Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

– Tudo bem, Pê?
– Sim… sonhei de novo com o c* de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil c*s por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
– Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
– Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
– Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
– Máquina de quê?!
– Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
– Dói?
– Dói nada.
– Tá, passa essa merda…
– Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao c*. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
– Prontinha. Posso passar um talco?
– Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
– Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.
Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasxanaspeludas.com.br.
Nada disso faz sentido agora .. so me resta sofrer com essa dor e achar que meu namorado vai reparar... O que na maioria das vezes nem acontece.
É foda ser mulher hoje em dia! "

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Só de Sacanagem

“Inspiração alheia que pediu passagem e espaço.”

Hoje eu vim aqui para postar um texto que não é meu. (Ohhhh! =O) Pois é, finalmente algo que vale a pena ser lido (Falsa modéstia mode ON). Estava eu ouvindo minha linda, suave, delicada e com voz de macho cantora favorita, quando prestei atenção em alguma coisa, que eu pensei já ter lido em algum lugar, que não era encarte do CD, nem o banner de um sonho lúcido. Pois bem, eu já tinha lido mesmo. Um texto de Elisa Lucinda que virou música na voz da musa Ana Carolina (música falada, mas bem, não deixa de ser música). Foi tão nostálgico e arrepiante prestar atenção na mensagem e na sonoridade gostosa e marcante da leitura da Aninha (pros íntimos) que fiquei com um desejo enorme de passar isso pra alguém, mas me encontrava naquele momento sozinho em casa, em Itaúna (isoladásso). Então pensei comigo: “_Preciso compartilhar isso! Onde fica o botão de compartilhar do facebook na vida real? Onde? ONDE?!?”

Daí, passado o surto nerd me lembrei que eu tinha um blog.

Deliciem-se com a leitura! ;)

Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás! "
" - Devolva o lápis do coleguinha! "
" - Esse apontador não é seu, minha filha! "
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
" - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba. "
E eu vou dizer:
"- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. "
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal".
E eu direi:
" - Não admito! Minha esperança é imortal! "
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

E ouçam Aninha ler pra vocês. ;)

Veja todo o Post "Só de Sacanagem"

sábado, 16 de abril de 2011

a falta de internet leva à demência.

Bom, estou sem internet, olha que lindo.


Agora que eu vivo no meio do mato, num lugar que as pessoas têm CORAGEM, ou melhor, CARA DE PAU de falar que ainda é Divinópolis, que ainda não tem internet. #mentira. Tem internet sim, mas eu ainda não tenho. SNIF.
Estou com saudades do Azulimão, e devido ao infeliz fato de eu estar sem saber o que acontece, porque eu não gosto de TV, (eu nem sabia que o Alencar tinha batido as botas e nem que existem mais psicopatas matando gente no Rio... :o) A COISA TÁ FEIA.
Mas isso tem pontos positivos! num mundo sem internet ...
...As pessoas seriam mais magras!
...Teríamos mais tempo para nossa família e nossos amigos.
...Não haveria tanto problema de visão.
...As óticas venderiam um número bem menor de óculos e de lentes de contato.
...Voltaríamos a jantar com a família reunida.
...As mulheres teriam menos celulites.
...Homens e mulheres teriam seus bumbuns mais arredondados.
...Haveria menos problemas de tendinite...e o número de calos nas mãos masculinas seriam menores! HAHAHA
...Comeríamos menos à noite!
...Estudantes saberiam, de cor, o trabalhinho de casa que fizeram e saberiam escrever!
...Teríamos menos dados para as fofocas.
...Não haveria tantos modelos no mundo
...A agências de correios voltariam a ficar lotadas em época de Natal.
...Os selos seriam mais vendidos.
...Seus filhos saberiam o que é uma máquina de escrever.
...O telefone seria ainda mais usado e disputado (que inferno!)
...Haveria mais vizinhos nas janelas.
...Preservativos seriam mais vendidos.
...Talvez a população estaria triplicada.
...Teríamos mais amigos reais!
...As bibliotecas estariam congestionadas!
...Filas de bancos estariam virando quarteirões.
...As pessoas solitárias virariam eremitas
...As academias não ficariam tão bombadas, com tanta gente necessitando de exercício físico!
...Diminuiriam o nº de infartos, de hipertensos, de obesos mórbitos!
...Os nerds devorariam livros!
...Bill Gates seria somente um matemático nerd.
...E com certeza, você e todos nós, teríamos menos insônia agora! 


Com essa visão descontraída da VIDA SEM INTERNET, o grupo Scriptease, que faz sucesso no Youtube, fez esse vídeo citando como seria a nossa vidinha pacata, sem internet, bem parecida com a que eu estou vivendo... com partes 1 e 2!







ô vida difícil... ! HAHAHA mas dá pra rir!
Veja todo o Post "a falta de internet leva à demência."
lol, você chegou ao fim da página! Esperamos que tenha gostado.
Se depois de perceber as qualidades(A) e também os defeitos (6) de cada um você ainda quiser conhecer virtualmente ou até pessoalmente os autores, acesse Sílvia e/ou Marcos; VALEU!

PAGERANK

Basicamente essa paradinha de PageRank é uma avaliação da relevância da página. Essa relevância é divulgada em uma escala de zero a 10. Observe o nosso, ele é fruto de seus acessos, caros leitores :) Pagerank 2
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